domingo, 25 de junho de 2017

PREFÁCIO

Foto de Eloah Westphalen Naschenwen.


A história só se escreve com palavras depois

que se desenvolve como realidade.”
Florestan Fernandes – sociólogo, ensaísta brasileiro

A lusofonia é a plataforma que tem conduzido os países de língua portuguesa a se aproximarem e ampliar seu cabedal de conhecimento e de partilha de um passado comum e passível de muitas transformações.
O longo processo histórico do Brasil carrega consigo muito desta identidade cultural.
Apresentar um livro como este, de um amigo escritor de além- mar, e fazer jus a obra que tem como assunto a colonização portuguesa pós Cabralina,  é quando muito, desafiador.
 A obra de Daniel Costa, jornalista, poeta e escritor português, “Brasil – O Sorriso de Deus”, constitui, no seu conjunto, um belo elogio ao povo brasileiro, pois visa recontar o trabalho pioneiro de seus ancestrais, sua caminhada de conquistas e avanços tendo como mote as principais cidades brasileiras. E isto se percebe através da composição da sua obra.
Segundo o autor, a ideia do livro começou a germinar na leitura dos estudos do historiador Teodósio Mello, sobre a colonização no Brasil na Paraíba, em especial, e é também, produto de uma longa pesquisa abrangendo livros e várias fontes, inclusive trabalhos e artigos de sua lavra, assim como visitas presenciais ao Brasil.
O título em si carrega no seu bojo o encantamento do olhar do autor, que no decorrer da sua escrita aviva nossa perplexidade ante a história do país e deixa evidente a admiração e o vínculo de seu respeito com a história da colonização  e da miscigenação do povo brasileiro.
Página a página, vai nos levando a um mergulho na história e a uma extraordinária viagem no tempo.  Do passado, faz o confronto do desconhecido, com a verdade do presente e a beleza de futuro promissor.
Traz no seu conteúdo muita informação histórica que nos ajudam a compreender a natureza do homem na sua humanidade e a elucidar e perpetuar para a memória, os sonhos e as aspirações dos desbravadores de uma terra inóspita, mas rica de recursos e belezas naturais.
Como brasileira e escritora, aplaudo o trabalho acurado do autor na descrição dos fatos históricos, assim como à literatura lusófona que aproxima e amplia o intercâmbio entre os povos de língua portuguesa.
O Sorriso de Deus, vem para disseminar conhecimento, porém, mais do que tudo unir Portugal e Brasil na voz do escritor e do tempo, numa história real em dois universos tão distantes.
Segundo o escritor François La Rochefoucauld (1613-1680), “A distância é como os ventos: apaga as velas e acende as grandes fogueiras.”
Esse é o legado de Daniel Costa.
Boa leitura!

Eloah Westphalen Naschenweng
Presidente do Grupo de Poetas Livres/ Florianópolis- Brasil
Membro do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa




quarta-feira, 21 de junho de 2017

POSFÁCIO

Foto de Pescador de Pérolas.

POSFÁCIO

Recebi, com imensa alegria, a responsabilidade de dizer alguma coisa, dentro das minhas limitações culturais e conhecimentos de história sobre o livro bem escrito e até romântico em certos momentos, do amigo escritor e poeta Daniel Costa: Brasil - O Sorriso de Deus.
Há tempo que o Daniel Costa falava do desejo e vontade que era escrever sobre a história que liga Portugal ao Brasil. Em boa parte fui testemunha da história aqui contada, algumas vezes fui até partícipe da mesma.
O autor na sua modéstia pesquisou, indagou, anotou, recolheu informes e deixa nesse livro como fonte de esclarecimento sobre o passado histórico. Pois nos dá, sem delongas, a noção dos acontecimentos, no tempo e lugar. Contudo nos enche de orgulho e serve para nos orientar, quando precisarmos falar do nosso povo e da nossa Pátria.
Confio e desejo que o autor se tenha realizado pelo trabalho tão bem elaborado que acaba de nos oferecer.
Siga em frente que o livro ficou magnífico.

Severa Cabral (escritora)

sexta-feira, 16 de junho de 2017

PEDRA DO INGÁ

Resultado de imagem para município do ingá
Resultado de imagem para município do ingá

PEDRA DO INGÁ

Pedra do Ingá é um monumento arqueológico, que também se identifica por “Itacoatiara”, constituído por rochas, com inscrições rupestres, localizado no estado brasileiro da Paraíba, junto da cidade do Ingá.
O termo vem da língua tupi: itá (pedra) e kuatiara (riscada ou pintada). Reza a tradição, quando os índios potiguaras, que habitavam a região, indagados pelos colonizadores, sobre o significado dos sinais inscritos na rocha, eles usam o termo.
A formação rochosa, no seu conjunto principal, cobre uma área de 250 m2. Relevo de 50 metros de comprimento por 3 de altura, e áreas adjacentes.
Há inúmeras inscrições, de significados ainda continuam a ser incógnita. No conjunto, diversas figuras sugerem representações de animais, frutas, figuras humanas e constelações como a de Órion.
O sítio fica 109 km da cidade de João Pessoa e a 38 km de Campina Grande, havendo no local um edifício de apoio aos visitantes e as instalações um museu de História Natural, com diversos fósseis e utensílios líticos (relativos a pedras), encontrados na região.
Na verdade, Teodósio d Mello, já conhecedor visual da PEDRA DO INGÁ, nas suas visitas ao sítio e na da leitura de alguns estudos, de vários especialistas a propósito, não pôde deixar de admirar o monumento megalítico.
Perguntava-se:
- Há cerca de seis mil anos, a datação de certo modo consensual das inscrições, já teria havido, alguma ideia ou tentativa de colonização do sítio?
Há que ter em conta, que já investigadores a atribuir as inscrições a Fenícios e sabe-se a sua veia colonizara, na Europa, particularmente no território que e viria a ser Portugal.
Até há uma corrente a defender que os sinais do Ingá terão sido obra de engenharia extraterrestre.
O que para Teodósio de Mello, não é crível uma vez, não haver nada no planeta TERRA, que permita a afirmação peremptória de ter havido visitas de extraterrestres, embora continue a ser considerado, possível haver vida, para além da TERRA.
Em suma, até hoje, ainda não foi possível afirmar, sem reticências quem foram os autores, ou autor e motivações das inscrições do ingá.
A motivação até pode ser circunstancial e nada mais.
Tudo isto, embora vários estudiosos internacionais que têm passado pelo Ingá. É preciso desmitificar o assunto e Teodósio de Mello, por experiencia própria no terreno, em várias formações, humildemente, atreve-se a fazê-lo.
Como se atreve a dizer que, a alma dum povo é a sua cultura o que, certo modo os descobridores não descuraram, introduzindo missionários nas suas missões de exploração e ocupação.
Intensa cultura, que ainda estará a faltar no espaço da C.P.L.P. – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. De anotar os entraves à circulação de obras literárias, muito devido a uma norma que a Revolução de Abril de 1974 aboliu, quanto aos custos de correio.
De facto a circulação postal, para o Brasil e do Brasil para Portugal era igual à interna. A denúncia terá partido de Portugal.
Acresce uma inusitada demora:
- Já houve casos em que livros, enviados via aérea, demoraram tanto, a chegar ao Nordeste brasileiro, como as caravelas de Pedro Álvares Cabral, em 1500. Como não aconteceu apenas uma vez, o assunto foi participado aos respectivos Serviços dos Ctt portugueses.
Á certa alegação, de que o problema teria a ver com o serviço de distribuição, no destino. Foi apontada a UPU – União Postal Universal, que por convenção, tem a faculdade de interferir e aclarar, problemas desse teor, como de outro.
Depois temos, O Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa que visa criar uma ortografia unificada, por todos os países de língua oficial portuguesa, onde se incluí o Brasil.
Ciente da realidade brasileira, e de outras realidades, inclusive a portuguesa, o Acordo não é integralmente cumprido e, pelo que se sabe, é de prever que nunca seja. Isto na visão de Teodósio de Mello.
Duas realidades que conhece, de escritores de Angola e Brasil. Aqueles nos seus escritos usam bastantes palavras de dialectos locais, estes escudam-se até, no português arcaico, que os colonizadores transmitiram.
Em suma, a língua talvez se enriqueça pela diversidade!
Pensaram neste aspecto, os peritos da linguagem lusa?
Pensaram na origem, no latim e das muitas influências, na língua portuguesa?
Foi equacionada a variedade linguística, das diversas zonas do Brasil?
E dos países de África e da tentação de adopção de certas palavras, de uso local e ancestral?
Teodósio de Mello debruçou-se bastante sobre este aspecto, e não pode deixar de referir a variedade onomástica e dos seus modos diferentes de registo, que há no Brasil.
Fica esta pérola onomástica, do descendente de portugueses, da Paraíba, escrita pelo próprio, para que não haja equivoco:
- YAMAGUCHY…

Daniel Costa