domingo, 14 de maio de 2017

COLONIZAÇÃO DO BRASIL - GUERRAS INTERNAS - CONFLITUALIDADE GERALCIONAL

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COLONIZAÇÃO DO BRASIL – GUERRAS INTERNAS – CONFLITUALIDE  GERACIONAL (?)

Teodósio de Mello, com o seu grande empenhamento em se debruçar sobre a história pós descoberta e consequente colonização do Brasil, não deixava de ter a mente sempre em actividade, virada para o grande empreendimento de gerações, de séculos.
Definitivamente expulsos os usurpadores, como espanhóis, Ingleses, franceses e holandeses, passou a haver “guerrinhas” entre grupos de colonizadores portugueses, as chamadas guerras nativistas.
Estão neste caso, as guerras dos “Emboadas”, de 1707 – 1709, ou outras que se vieram a travar entre bandeirantes e portugueses, e outros emigrantes do Brasil.
A dos Mascates, 1710 – 1711, que opôs os senhores de terras e engenhos pernambucanos, concentrados na cidade de Olinda, e os comerciantes portugueses da metrópole, de mais recente emigração para a colónia.
Dir-se-á ter havido falta de solidariedade, porém já uma nova cultura, de cerca de dois séculos, se podia verificar na grande colónia de Portugal. Já se podia augurar a futura independência, à distância de um século, como veio a verificar-se.
Ou ainda a Revolta de Filipe Santos, também conhecida por revolta de Vila Rica, 1720, uma das primeiras reacções de descendentes portugueses, contra a metrópole.
Aconteceu na então Vila Rica, Ouro Preto, do Estado de Minas Gerais. Tendo culminado com enérgica reacção do governador João de Almeida Portugal, Conde de Assumar, motivando a morte, por execução, do líder Filipe dos Santos.
Esta Revolta é considerada percursora da designada por Inconfidência, também referida como Conjuração Mineira, tendo sido de natureza separatista, contra a execução da derrama e do domínio português, motivo porque foi reprimida pela Coroa portuguesa em 1798.
Fica todo um campo de fértil estudo, para os especialistas em ciências sociológicas, de que o francês Augusto Comte terá sido iniciador.
Os sociólogos portugueses e brasileiros, cujo que seria fastidioso citar neste estudo histórico, decerto não deixarão de se debruçar, já que diz respeito aos povos hora também designados por de países irmãos.
Teodósio de Mello, pelo presente estudo e por outras vias, que vai cruzando, formou a sua opinião, a sua real ideia das motivações, da grande odisseia da gesta portuguesa de há cerca de 500 anos.
De muitas gerações subsequentes.

Daniel Costa





sexta-feira, 5 de maio de 2017

ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA

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ARQUIPÉLAGO DE FERNANDO DE NORONHA

A 360 km a nordeste da cidade de Natal, no Rio Grande do Sul, fica o arquipélago de Fernando de Noronha, formado 21 ilhas e ilhéus, de origem vulcânica.
A sua descoberta aconteceu logo, entre 1500 e 1502 e é atribuída a uma expedição comandada pelo explorador Fernando de “Loronha” sendo certo, porém, que o primeiro a descrevê-lo foi Américo Vespúcio, a partir de expedição entre 1503 a 1504.
Primeira capitania hereditária do Brasil, Ingleses, franceses e holandeses, entre os séculos XVI e XVIII, o foram invadindo.
Por carta régia, Fernando de Noronha, em 1700, tornou-se dependência de Pernambuco, capitania a que já tinha ligação histórica.
A Companhia Francesa das Índias Orientais, em 1736, invadiu-o e passou a lhe atribuir a de designação de Isle Daufine.
No ano seguinte uma expedição enviada do Recife expulsou os franceses.
Fernando de Noronha segundo registos escritos, foi descoberta em 10 de Agosto de 1503, por uma expedição portuguesa organizada e financiada por um consócio privado, liderado pelo comerciante de Lisboa, Fernão de Noronha.
Gonçalo Coelho era o capitão, que também levava o aventureiro italiano, Américo Vespúcio. A nau que capitaneava a expedição, embateu num recife e naufragou já perto da ilha, tripulação e carga tiveram de ser resgatados.
Sob as ordens de Gonçalo Coelho, Vespúcio ancorou na ilha e lá passou uma semana, enquanto o resto da frota, ficou ao sul.
Vespúcio descreve a ilha, em carta a Pedro Sodeneri, como desabitada.
O diário de bordo de Martim Afonso de Sousa, na década de 1530 referia-se ao arquipélago, como ilha de Fernando de Noronha (Loronha era erro ortográfico, então muito comum).
Fernão de Noronha, não só tornou a ilha capitania hereditária, como estabeleceu um monopólio comercial sobre o comércio do Brasil.
Entre 1503 e 1512, os agentes de Fernando de Noronha estabeleceram uma série de feitorias, ao longo da costa brasileira, envolvendo-se no comércio de pau-brasil, madeira nativa, com os índios locais, altamente valorizada, pelos costureiros europeus visto, que servia como corante vermelho.
A ilha era o ponto central da rede.
O pau-brasil colhido, em continuidade, pelos índios da costa e entregue aos vários armazéns do litoral era enviado para o armazém central do arquipélago.
Entretanto visitados por navio de transporte maior, que levava o produto para a Europa.
Logo após caducidade, em 1512, a organização foi assumida pela coroa portuguesa. No entanto, Fernão de Noronha e os seus descendentes mantiveram a posse da ilha e a capitania hereditária, pelo menos até à década de 1560.
A UNESCO, em 2001, declarou o arquipélago de Fernando de Noronha, como Património Natural da Humanidade, citando os seguintes motivos: 
- A importância da ilha como área de alimentação de várias espécies, como atum, peixe-agulha, cetáceos, tubarões e tartarugas marinhas.
-  Elevada população de golfinhos residentes.
- Protecção de espécies ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-pente e diversas aves.

Daniel Costa